Erika Hilton aciona MPF contra Ratinho e SBT e pede indenização de R$ 10 milhões
Deputada afirma que declaração exibida em programa do SBT nega identidade de gênero e atinge população trans
![]() |
| Ratinho e Erika Hilton (Foto Reprodução Redes Sociais) |
A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal na última quarta-feira (11/03) para que sejam investigadas declarações feitas pelo apresentador Ratinho durante a exibição do Programa do Ratinho, transmitido pela emissora SBT.
A parlamentar solicitou a abertura de um inquérito civil e a apresentação de uma ação civil pública. No pedido, ela requer uma indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, alegando que as declarações atingem a população trans e travesti. As informações foram divulgadas pela Folha de S.Paulo.
No documento encaminhado ao Ministério Público Federal, também foi solicitado que a Justiça determine uma retratação pública do apresentador e da emissora.
De acordo com o pedido, o esclarecimento deveria ser exibido em horário nobre, com tempo de duração semelhante ao comentário considerado ofensivo que foi transmitido no programa.
![]() |
| Ratinho (Foto Reprodução Redes Sociais) |
Declaração ocorreu após eleição para comissão da Câmara
Segundo a representação enviada ao MPF, o comentário foi feito durante um debate sobre a eleição de Erika Hilton para a presidência da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados.
A deputada foi escolhida no segundo turno da votação, após receber 11 votos favoráveis, garantindo a maioria simples entre os parlamentares que participaram da escolha.
Durante o programa televisivo, Ratinho comentou a eleição e afirmou que a parlamentar não deveria ocupar o cargo por ser uma mulher trans.
Na avaliação apresentada na representação, o conteúdo exibido não representa apenas um ataque individual, mas também atinge coletivamente mulheres trans e travestis, ao questionar a legitimidade da identidade de gênero e reforçar estigmas.
![]() |
| Câmara dos Deputados (Foto Reprodução Internet) |
O documento enviado ao Ministério Público Federal também destaca que declarações desse tipo, quando feitas por comunicadores com grande audiência, podem ampliar a discriminação e a vulnerabilidade social enfrentada por pessoas trans no Brasil.
Pedido prevê destinação da indenização a projetos de proteção
Na solicitação, Erika Hilton sugere que, caso a Justiça determine o pagamento da indenização, o valor seja direcionado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.
A proposta prevê que os recursos sejam aplicados em projetos e organizações voltados à proteção de mulheres vítimas de violência de gênero.
![]() |
| Erika Hilton (Foto Reprodução Redes Sociais) |
O texto também menciona que a prioridade deve ser dada a iniciativas que atendam mulheres trans, travestis e mulheres cisgênero em situação de vulnerabilidade social, ampliando ações de apoio, proteção e combate à violência.




Comentários
Postar um comentário